× Tsk... Tsk... Tsk... ×
Linork se encontrava preso na prisão do reino humano, esperando Kimura, assim como o trato de Peonorl sugeria: entregar suas armas e equipamentos, e ele chamariam Kimura. Mas já fazia cerca de dois dias... Logo então, alguns passos ecoavam nos degraus do calabouço. O mago da corte chegava de frente as grades, sorrindo maliciosamente... Linork apenas cruzava os braços, pensando que o mago simplesmente diria aonde Kimura estava, ou que o príncipe já retornava. Porém, o mago apenas lançava alguns papéis com círculos de rituais escritos neles, summonando alguns golens de pedra dentro do calabouço.
× Ah... Entendi ×
Linork olhava com uma intenção assassina para o mago. Já entendo doque se tratava tudo aquilo. Assumindo uma postura de quatro patas, o santo das bestas se movia rapidamente pela pequena cela, desviando de vários golpes dos homen... Quando as paredes já estavam destruídas por conta da força das invocações. Linork decidido a terminar tudo de uma vez, avança com uma investida direta em um dos golens, passando por dentro dele e transformando ele em areia...
× Eu pensei que teria que sacrificar uma mão nisso, mas esses golens são feitos de areia...? ×
Rapidamente o santo dava conta de todos os golens, parando de frente as grades da cela, e por conta das paredes destruídas, bastou um pequeno chute para elas caírem... Então ele escutava um som de sino soar pelo castelo a cima... Um alarme de emergência. Linork subia as escadas, matando de um a um dos guardas que tentavam descer. Suas unhas eram mais afiadas doque facas de cozinha, preferindo usar as mãos a pegar uma mera arma do chão. Porém, quando ele enfim saia do calabouço, de frente ao jardim do castelo, um jovem estava em sua frente, Waisuki Herlionis, o filho mais velho, e o herdeiro do império, sacando um artefato mágico em formato de espada longa... No rosto do santo das bestas, apenas ansiedade surgia, uma vontade de esmagar aquele que se encontrava na sua frente. Ele sempre odiou os irmãos de Kimura, mesmo quando ele e Kimura eram crianças...
Trim... Slash... Fuuuh...
Cortes calculados eram mandados em direção a Linork, um artefato muito irritante, capaz de utilizar a mana primária do portador e reajustar na espada sem custo. Por conta disso, um artefato que deveria pesar bastante como aquela espada longa, parecia ser leve devido a proficiência com magia de vento de Waisuki.
Voando de repente, uma flecha avançava na direção do santo, que facilmente desviava dela, olhando ao redor e notando arqueiros bem posicionados... Seria uma luta de não um contra um. Mas sim uma fortaleza contra um intruso desarmado. Tudo aquilo Fazia Linork sorrir.
O lado mudava, Linork avançava, tentando cortar com mãos nuas alguém armado, vários e vários golpes dados visavam a empunhadura da arma. O santo batia, desviava de flechas, e saltava num recuo, desviando da espada... Aquilo seria bem mais interessante se fosse um duelo puro. A estratégia mudava, dando meia volta e correndo em direção aos muros do castelo, correndo na parede e subindo ao topo enquanto Waisuki vinha atrás...
× Eu percebi algo, anos e anos sem guerra... Fizeram vocês humanos se tornarem tão fracos! ×
O santo saia decepando um soldado atrás do outro no topo dos muros enquanto sua velocidade na arrancada deixava o príncipe pra trás... Parando de repente enquanto deslizava, olhando para Waisuki e dizendo...
× Você realmente é decepcionante príncipe, o Kimura ao menos me acompanhava... ×
Waisuki se irritava com aquilo, mirando a espada na direção dele e mandando ele calar a boca, como príncipe herdeiro, ele não deixaria seu cargo ser desrespeitado dessa maneira, não importando mais se metade do castelo sumiria, ou mesmo se mais soldados correriam risco de vida.
ELE LEVARIA AQUELE SUJEITO MORTO DE VOLTA A CELA
...
Adentrando mais e mais a floresta. Kimura caminhava, desde a conversa anterior com Gin, a espada não respondia. E então, a floresta ficava mais e mais densa, ele estava perto da fronteira, no bioma antes dela, Green danger zone, a reconhecida área hostil de todo terreno élfico. E em cima de uma colina, ele observava a enorme floresta densa a sua frente, Hizz comentou para ela nunca abrir a guarda, os monstros de lá eram sorrateiros, e sempre atacavam em bando...
Conforme seguia adiante, Kimura se deparava com diversos monstros diferentes, Cobra de ametista, javalis feito de plantas, e até mesmo espíritos brilhantes, nenhum deles atacou o jovem. Isso até alguns longos metros do início do bioma se passar. Ele escutava um grito de socorro, idêntico a voz humana, correndo até lá. Algo horrendo logo a sua frente, diversos goblins usando a carcaça de um servo para entoar seus timbres e imitar a voz humana. Kimura entendia, eles já haviam visto ele muito antes dali, e armaria uma bela armadilha, diversos goblins bem posicionados a distância com arcos, e alguns atrás e na sua frente com adagas e escudos...
× Que merda... ×
Antes que ele pudesse sequer tocar em um de seus frascos, uma flecha atingia seu braço de raspão, e sem recuar, ele virava para o outro lado, ele não tomaria uma flecha do simples nada... A próxima flecha era esquivada por ele com facilidade. No entanto, os diversos goblins com adagas partiam parano atacar...
Um
Dois
Três
Ele contava cada golpe... E assim que um som de flecha emanava do arco de um dos goblins ao longe, ele esquivava se abaixando. Xeque mate, aquelas criaturas, com armas medíocres não conseguiriam ser mais rápidas que os demônios que ele mesmo já enfrentou antes...
Um
Dois
Antes do terceiro golpe conectar, ele cortava o braço de um dos goblins, tendo mais fificuldade que antes, a espada não parecia tão afiada quanto o de sempre. Desde a pergunta repentina de Gin, e seu sumiço. Não importa no final, o príncipe iria com tudo, desviando da próxima flecha enquanto já sacava a estratégia dos goblins: só atirar flechas após os ataques dos aliados na linha de frente.
Um
Dois
Um
Kimura cortava superficialmente a barriga de um deles, se jogando no chão para se esquivar de mais uma das flechas lançadas. Daquele jeito, ficaria até fácil, e até mesmo as palavras do príncipe, seriam fichinha para ele, no entanto, todos os goblins se afastavam de repente, trocando algumas armas entre si... Todos eles assumiam uma postura de arqueiro enquanto o único goblin sem a mão pegava flechas para distribuir ainda sangrando.
Bum bam bum
Um goblin enorme? Gordo e forte, será que era isso que chamavam de Goblin de elite? Haha... Não podia piorar, como ele aguentaria 5 atiradores e um daqueles monstros... Ele decidia balançar a cabeça e ignorar esse pensamento ponderado, ele já derrotou um orc antes, não deve ser tão impossível né...?
O pensamento era jogado longe enquanto ele recuava diversos passos, flechas partiam em sua direção, o orc corria, ignorando as flechas e sendo atingido por elas... O pior realmente aconteceu, estratégias jogadas fora, tudo pela chance de matar uma presa. Goblins eram diferentes de tudo que ele já estudou, não eram somente organizados, mas adaptáveis... Kimura até tentava defender um golpe do pedaço de madeira enorme que o goblin tentava acertar nele, tudo para perceber que o Gin nem ao menos conseguia cortar aquilo, fazendo a espada voar longe, o último frasco era puxado rapidamente do bolso de Kimura, ao menos ele deveria recuperar a arma né?- em um instante uma flecha acertava o frasco, ele esqueceu completamente dos arqueiros...
× Tsk ×
Porém, a estratégia mudava, Kimura decidia tentar aquilo de novo, sem realmente saber se o instinto deles prevaleceria, ou se a mana chamaria a atenção deles... Mas era melhor arriscar doque morrer contra aquelas criaturas. Kimura se abaixava, e rolava, desviando das cinco flechas em sequência, e quando o ataque destrutivo do goblin enorme vinha, o garoto apostava tudo emanando aura nas mãos e fazendo o ataque do monstro oscilar, dando chance pra uma pedra ser jogada no rosto do ser... Ele rapidamente corria e agarrava a espada...
× Gin! Vê se acorda logo seu idiota, nem uma sucata corta tão mal quanto você ×
Mais e mais flechas eram lançadas e desviadas, enquanto o vigor caia mais e mais... Não estava fácil conseguir ao menor a acompanhar tudo aquilo... E logo o goblin enorme recuperava os sentidos após a pedrada no rosto, olhando irritado... O príncipe tentava de tudo para a espada responder, enquanto seus passos já ocilavam a cada flecha disparada perante ele.
× Seu idiota! ×
Ele emanava magia na espada pela primeira vez, um ato de desespero... Mana na espada não servia para nada além de colocar seu elemento nela, mas ele não sabia usar magias, e muito menos seu elemento. Então serviria de algo...?
§∆ Machiaku-sama...? §∆
A espada voltava com um baque, enquanto Kimura levantava a espada e cortava aquele pedaço de madeira que vinha em sua direção no ataque do goblin enorme... Realmente Gin voltou? Não importava quem era Machiaku, o mais importante primeiro, era terminar aquilo... Mais e mais cortes, dessa vez, cortando as flechas, Gin o disse que ter medo de meras flechas disparadas por goblins era uma afronta a quem usa uma espada... Mas até mesmo para Kimura, não era fácil, ele só conseguia cortar e desviar flechas que vinham diretamente a ele, acabando recebendo algumas de raspão pelo seu corpo... Sua roupa levemente rasgada nas laterais, enquanto ele defendia um soco do goblin enorme com o braço, sendo lançado em uma árvore enquanto olhava de um lado para o outro, analisando tudo...
∆§ Não seja ingênuo, se o ParGoblin souber que você vai defender com o braço, ele vai atacar com tudo, não faça isso de novo §∆
O príncipe levantava com tudo, partia para cima do goblin enorme, ou melhor dizendo, o ParGoblin... Gin já o explicou a estratégia, desviar das flechas, e no mísero segundo entre o ataque dele e as flechas, era para cortar a perna do goblin com tudo... Antes que Kimura sequer duvidasse dessa ação, Gin diz:
§∆ Não se preocupe, você vai cortar. §∆
Sem opções de escolha, Kimura decide tentar isso, o erro talvez custasse um braço esmagado... Porém, o garoto não recuaria, ele era um príncipe afinal. Logo partindo para cima do ParGoblin, ele recebia uma das flechas no braço, assim como a estratégia sugeria, sentindo dor mas mantendo a mente focada no próximo ataque, desviando do soco do enorme goblin... O mundo parecia parar enquanto ele se abaixava, ele sentia que poderia cortar tudo de fato...
Slim
Um som puro e seco, cortando as duas pernas do goblin, era assustador que não teve pressão na espada para realizar o corte... E assim que aquele ser caia no chão, Gin dizia que agora era só terminar com os restos, enquanto os arqueiros fugiam desamparados, fazendo o príncipe pela primeira vez, entender oque é ser o mais forte.
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