Chapter 4:

Capítulo 3: Renascimento do tolo

O Sangue de tolo


De volta ao Kimura... Ele estava nervoso, suor caindo de seu rosto, ele estava diante a uma igreja em ruínas, diversos humanoides se escondiam, cinco? Seis? Muitos... O plano era exterminar a que fugiu, mas oque raios era aquela quantidade exorbitante?! Ele se afastava, porém seu azar nunca o deixou de acompanhar, pisando em um graveto logo em sequência... Sua visão era direta, um vulto avançando na direção dele... Mas com um pulo, ele conseguia se safar, rolando no chão, ele sabia que era simples, se a distância fosse o suficiente para ele ver o vulto, bastava ele esquivar antes. Ele dava um sorriso, ele estava certo no final das contas, elas eram explosivas, e não rápidas. Seu olhar parava diante da criatura mais a frente... 
× Aqui! Se for só você, eu ganho- × 
Boom, ele saia voando após um choque com tudo em suas costas, desabando no chão...
§∆ Acorde ∆§
Kimura dava um rápido pulo, mesmo no chão, se afastando do próximo impacto, a espada ainda em sua mão enquanto ele observava duas criaturas... Três, quatro, cinco... Todas estavam juntas, elas pareciam não procurar, mas sim observar o chão. Irônico, criaturas fortes e inteligentes. Porém a mente de pesquisar de Kimura não se prendia a isso, mas sim a espada...
× Você falou comigo? Eu devo estar alucinando hahaha ×
As feridas reabriam enquanto ele ria, era loucura, ou realmente a espada falava...? A resposta era simples
∆§ Esquerda ∆§ 
O corpo de Kimura esquivava, obedecendo aquelas palavras, e boom, um ataque por trás acertava o chão de onde ele estava antes, ele dava alguns passos pra trás observando uma das feras olhando aonde acertou, criaturas capazes até de formular planos...
× Então eu estava certo ×
∆§ Me chamo Gin, me aceite como servo, eu prometo que ganharemos ∆§
× Não ×
Kimura mantinha o semblante nas feras, uma ideia passava em sua mente enquanto ele ignorava a espada, não adiantava pensar em planos simples, então bastava apostar a vida que tudo estaria bem. Afinal, ele era um príncipe, o mínimo necessário era força, ele pensava ( Não é mesmo... Pai )
Com um avanço, ele partia em direção a criatura, ela logo escutava o som dos passos, e se virava pronta pra avançar, mas logo ele fazia algo impensável...
× Gin! ×
∆§ Então finalmente você vai aceitar? Vamos logo com iss- §∆
Se a espada era mágica, ela chamaria atenção das bestas, dito e feito, a criatura avançava, fincando a cabeça em cheio na espada... Kimura era arremessado e lançado longe. Enquanto ajeitava a postura, ainda deslizando, ele olhava ao redor, era claro que as criaturas não cairiam na mesma armadilha, elas avançam juntas na direção dele...
× Ah cara... Eu não pensei nisso ×
Kimura abaixava a mão, emanando aura nela enquanto pulava, as feras passavam com uma intenção assassina por baixo dele após ele puxar a mão de volta... Enquanto caia, ele já acelerava o passo, não adiantava bancar o escondidinho, os passos e o sangue escorrendo dele não conseguiria se manter fora do rastro delas...
Então, o príncipe partia em direção a igreja, porém a cauda de uma das feras acertava com tudo em suas pernas, fazendo-o cair no chão, sua visão embaçando enquanto ele suspirava cansado...
× Então acho que é isso ×
Seu olhar fechava, enquanto a cauda de uma das feras partia para esmagar ele...
× Lisfen, Areial ×
O olhar de Kimura abria, ele notava que a elfa estava em pé ao lado dele, o príncipe se levantava, enquanto as criaturas viraram em direção a eles... A elfa lançava sal, recitando palavras antigas...
× Saia daqui! Você ×
Boom, uma das feras era barrada por uma barreira... A elfa parecia sentir dor enquanto mantinha a mão apontada pras feras. Ela tinha um olhar esperançoso, sorrindo e imitando o mesmo olhar que ele deu pra fazer ela ter fé...
× Entendi... × 
Ele rapidamente finalizava a fera que estava perto da barreira, sentindo as palavras dela atrás dele, seu corpo parecia sentir menos dor...
× Não sabia que elfos tinham esse tipo de magia... Eu vou me arrepender depois ×
O Kimura avançava, acreditando na elfa, seu corpo coberto de cortes e sangramento, a dor não estava lá, duraria cerca de dois minutos, era o tempo pro efeito passar...
∆§ Garoto, você vai confiar em uma elfa?! Essa raça é orgulhosa e §∆
Kimura lançava um olhar convencido, não era por confiar, mas por não ter opção... Ele parava ao olhar uma criatura se preparando pra avançar. Assumindo uma postura e recuando, a criatura avançava e Vrum, era barrada pela barreira, um corte seco acertava o peito dela, enquanto outra batida acertava em cheio a barreira nas costas de Kimura... A elfa estava quase desmaiada no chão, enquanto Kimura continuava...
Slash
Slash
Slash

= Filho... Filho... Filho... Acorde herói =
Kimura despertava desesperadamente, porém seu olhar se acalmava, ele estava naquela mesma cabana de antes, um cheiro aconchegante de comida no ar, seu olhar notava a elfa com um avental, e de pouco em pouco as memórias caiam em cheio, eles venceram... 
× Ah, você acordou ×
A elfa sorria e falava, enquanto o príncipe olhava espantado, ele tava ouvindo certo? Ela falava a mesma língua que ele...
× Você parece surpreso, eu usei mana pra condensar nossos idiomas ×
A elfa se aproximava, se ajoelhando enquanto escorava o rosto na cama, um olhar admirado pousava no jovem, ele desviava o olhar, a elfa toca o braço dele, enquanto diz:
× Sabe... Obrigado por me salvar, meu herói ×
Kimura corava intensamente, enquanto gaguejava um " Não tem de que " a calmaria parecia reconfortante. Seu olhar prendia na floresta, olhando pela janela... Ele lembrava do sangue e morte que causou, a primeira vez que ele matou um ser, ele fechava os punhos, enquanto pensava o quão fortes eles eram, e o quão fraco ele está...
§∆ Ei imbecil! Não fica com essa cara de boi lambeu! Vamos, aceite meu contrato §∆
O príncipe olhava a espada ao lado dele, ele tinha certeza que não trouxe ela com ele, e a própria elfa se afastava, claramente odiando a espada. De qualquer forma, a espada parecia irritada com o fato dele recusar o pedido no momento de morte... Então a resposta era simples...
× Eu cansei do destino mandando em mim, me recuso a te aceitar ×
...
...
...

Passos silenciosos tomavam conta da igreja em ruínas, um homem escondido da luz com um capuz observava os mortos... Fragmentos ancestrais rondando ele enquanto o olhar virava para a direção aonde a cabana estava, mesmo sendo a algumas dezenas de metros... O ser misterioso respirava com tristeza, enquanto dizia:
× Irmã, aonde você está...? ×

Meiko-kum
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