Chapter 3:

Capítulo 1.1: O herói tolo...

O Sangue de tolo


Kimura se aproximava daquela casa... Ele se abaixava enquanto examinava o sal...
× Sal grosso... Mas parece ser diferente dos que já vi ×
Ele tocava levemente, e com uma curiosidade inocente, colocava na boca, o mesmo sabor do sal caseiro do reino, mas parecia ter uma textura diferente... Antes que ele pudesse se acalmar, o som da criatura se movendo na floresta fazia ele recuar pra trás, caindo dentro do círculo de sal que protegia a casa, por conta da queda, seu pé tirava levemente um pouco do sal do círculo...
O príncipe se levantava, decido a buscar refúgio naquela antiga cabana... Ao abrir a porta, ele notava alguém sob a mesa... Uma garota tremendo de medo...
× Ah... Me desculpe, eu posso me abrigar aqui? Tem uma criatura lá fora, eu- ×
A garota gritava palavras indecifráveis com um rosto espantado. Quando o olhar de Kimura se fixava um pouco mais, ele notava. Aquilo era uma elfa, era a primeira vez dele vendo uma...
× Você é uma elfa! Ah! Eu sempre quis ver uma, minha mãe dizia que são uma raça magnífica! ×
Quando ele tentava se aproximar, ela chutava ele, enquanto continuava assustada e falando um idiota que ele nunca ouviu. Logo, o som da criatura se movendo se aproximava, ela vinha mais e mais próximo a cabana, quando Kimura olhava para fora, ele percebia que aquele ser parecia cheirar o sal, era quase como se ele não percebesse que aquela casa existia... O humanoide batia ferozmente no chão, enquanto estava agitado, um olhar assassino tomava conta dele...
Com uma investida, ele era barrado por uma barreira invisível, Kimura se impressionava, o sal servia para aquilo?! E logo, mais e mais batidas vinhas, o olhar do príncipe percebia o erro que ele fez, era isso mesmo, assim como nos contos, o sal servia para afastar as criaturas, e a mini fenda que ele acabou abrindo no círculo, fez a criatura perceber a casa... Talvez a oscilação na mana da casa fizesse ela ainda não entender, e estava batendo mais e mais contra a barreira...
× Merda, merda! ×
Kimura recua, escorado na árvore da casa... Um olhar preocupado dele toma conta, ele não morreria assim, que venha o dobro para mata-lo! Porém, seu olhar pairava sobre a espada fincada ao lado dele... Presa a árvore.
Bum
Bum
Bum
Cada batida na barreira ecoava no coração de Kimura... O dever, a sobrevivência, tudo estava pendendo pra diversos lados... " Se um dia uma garota precisar de ajuda, que nem a mamãe, ajude ela filho " Kimura abria os olhos determinados, as últimas palavras que ouviu sua mãe falar somente para ele antes de morrer, ainda tinham peso... Ele retirava a espada da árvore, enquanto gritava para a elfa.
× Saia! Corra daqui! ×
Ele gesticulava com a mão, a mesma elfa olhava surpresa, o idiota não era o mesmo, mas as intenções faziam ela saber oque ele queria expressar... Então, quando ele corre em direção a fera, a mesma ainda não o notava, a barreira separa os dois...
× Um corte certeiro! Basta cortar ela em dois... ×
Ele erguia a espada, e o som de corte ecoava, sangue escorria... Um corte horizontal no peito da criatura! Ele sorria, não foi oque ele planejava fazer de início, mas ele feriu aquela besta, então ele poderia ganhar!?
× Haha, toma isso su- ×
Um som estridente fazia a floresta toda se alarmar... O rabo da criatura acertava ele em cheio nas costelas, um chicote de tão forte que era... Ele saia voando de dentro do círculo para um pedregulho um pouco longe... Boom, seu corpo se chocava contra a pedra, sangue escorrendo do seu rosto, uma dor enorme seguia ele... A espada ainda continuava presa, ele achava irônico, seu olhar ensanguentado, enquanto um zumbido soava no ouvido pela batida seca na pedra...
× Haha... Hahaha... Que patético eu fui, dói não é? Monstro.... ×
Kimura cuspia um pouco de sangue, enquanto a criatura se debatia no chão, ela parecia também ter sentido dor pelo corte do príncipe, seguindo descontroladamente com batidas, até que a barreira estilhaçava, deixando a fera de frente para a cara... Uma chicotada abria a parede e deixava a fera de frente para a elfa... Ela parecia tem um sorriso contente, quase como se quisesse vingança, mesmo só tendo bico... Quando a fera avançava em direção a elfa, a mesma chorava no chão, talvez já tivesse desistido de sobreviver e aceitou sua morte brutal. No entanto, uma pedra acertava em cheio o rosto da criatura, fazendo ela parar e olhar em direção ao pedregulho que Kimura se esgueirava coberto de sangue...
× Olhe pra cá... Besta imunda... ×
O olhar do príncipe estava repleto de sangue, talvez chamar a atenção da fera fosse suicídio, mas era a única chance da elfa fugir... No entanto, um pesquisador não seria idiota de jogar sua vida sem apostar em algo... Era fato, a criatura se rastejava devagar, olhando o arredor...
× Eu acertei? Você não me vê... ×
Ele dizia com um murmuro baixo, quase como se entendesse porque sobreviveu até agora, ele nunca teve treinos decente com tutores de magia, a maioria abandonava ele por ser difícil demais treinar o príncipe. As palavras do seu pai, eram de que ele não tinha magia suficiente por conta da própria mãe...
Então um suspiro saia de Kimura, ele sorria com um rosto cansado... A mão apertando a espada enquanto ele olhava a criatura, ele tinha um plano... Ele respirava fundo, enquanto gemia de dor, seu corpo se ajeitava, ainda escorado na pedra. Ele forçava mana, um ensinamento que um de seus tutores ensinou a ele...
× Zeh, ala, mitoi ×
Ele forçava as letras do mundo, algo simples para entoar mana em seu corpo, sua mão de pouco em pouco era circulada por mana, até que um fluxo era levado pelo vento. O monstro olhava fixamente para aquilo, assumindo uma postura de caça, igual aos felinos, mais e mais abaixado. Logo, Kimura avançava, jogando a espada pra frente e fechando a mão com um punhal de areia.
Boom, o som estridente da criatura avançando, algo que ele terminou de formular ali mesmo, aquele monstro tinha uma incrível capacidade de movimentação e impulsão... Porém, Kimura já pensou em um risco a se colocar, jogando areia de frente na criatura, e abaixando o corpo na hora... Vrum, ela passava e se chocava com o pedregulho, não sobrando nada daquele enorme rochedo. Ele rapidamente pegava a espada do chão. Um olhar determinado e cansado percorria seu rosto. Um de seus olhos? Fechados pelo sangue escorrendo... Ele fincava a espada no chão.
× Venha! Vou morrer de tédio antes de você me matar se ficar aí! ×
O monstro se levantava furioso, se debatendo e se preparando para avançar naquela mana na mão dele... Ali era a aposta dele, o teste foi um sucesso, agora era hora do Gran finale...
Boom
Outro avanço da criatura, Kimura jogava areia antes, pegando a espada de volta, a criatura desviava da areia, a velocidade não era a mesma de antes, talvez pelo ser humanoide precisar desviar daquilo... Sangue escorria, um sorriso vitorioso... O braço de Kimura escorria sangue após ser acertado pelas asas de lâmina da criatura... Porém, a espada se fincava no peito do monstro...
× Se você só vinhesse direto eu estaria morto! Hahaha ×
A fera se afastava rapidamente, derrubando Kimura no chão enquanto ela se rastejava pela floresta... Sangue escorrendo dela, mais e mais o som dela sumia...
Kimura caia de joelhos, aquilo era demais para uma pessoa como ele, porém, ele se levantava, ainda tinha algo que precisava resolver... Com um passos cansados, ele entrava na casa, se aproximando da elfa e sorrindo
× Ele já se foi ×
Ela olhava surpresa, pronunciando palavras que ele não entendia, mas que sabia que eram agradecimentos... Ela logo colocava a mão nos bolsos, entregando um doce com um rosto corado. Kimura no entanto, olhava ainda com o rosto ensanguentado, porém repleto de dúvidas de um pesquisador sentado, sem notar ela envergonhada... Após comer, a dor diminuía um pouco, ferimentos superficiais se fechavam... Uma aura fraca e verde saia dele. Era como nos livros, a lenda da magia de cura, que somente elfos tinham...
× Mãe... Você consegue ver...? ×
Ele sorria, mas logo aquela felicidade acabava, um grito estridente ecoava da floresta. Mais de um ao certo. Kimura se levanta, mesmo com a elfa tentando impedir ele. Seus passos seguiam rumo ao sangue da criatura, um olhar determinado em seu rosto. Ele ainda tinha coisas para resolver, e não poderia deixar belas criaturas como elfos e fadas morrerem por monstros abomináveis... Cada passo era um mal presságio que ele estava disposto a carregar... Ele provaria que aquele mago maldito estava errado, e que não morreria fácil.
Então, na capital do continente humano...
× A fé é algo incrível... Uma pena que não consiga entender ela ×
O papa, um jovem de cabelos brancos e um sorriso carismático, com sangue no rosto enquanto estava agachado, cutucando um dos pregadores que voltou para a grandiosa igreja divina com uma carta do membro infiltrado no castelo ao sul...
× Eu não ligo para coisas fúteis! Seus inúteis... ×
O papa se levantava com a carta escrita por Peonorl na mão dele. E então, o papa se preparava para descer o degrau que levava para uma parte mais abaixo da igreja, avisando antes de descer...
× Ah... Acho que é melhor eu alimentar 'ele' jogue esse corpo fora, viu... Himura-kun ×
E enquanto os passos ecoavam, apenas o peito do papa se mantinha estagnado... A marca na roupa ditava, aquele era um dos quatro santos do mundo.


O Sangue de tolo