Chapter 12:

Capítulo 11: Uma Nova Asa

Un Awakened


“Quem é você?” perguntou Camellia, a voz rouca de exaustão.

“Isto não importa,” respondeu o homem com frieza cortante.

Os dois Lamp Bringers o encararam em completo espanto. O desconhecido ergueu lentamente as mãos. Ao seu redor, o ar começou a distorcer-se, transformando-se em grossas tiras de tinta preta líquida que flutuavam como serpentes vivas. A marca roxa no topo da torre invertida pulsou com mais força, iluminando o abismo com uma luz doentia.

“Basta extrair todo o potencial de sua marca…” disse ele, a voz ecoando baixa. “E eu mostrarei a verdadeira maldição que carregam.”

O homem era alto, vestia um sobretudo negro longo com capuz que escondia quase todo o rosto. Manchas pretas viscosas se moviam atrás dele como sombras vivas.

De repente, o labirinto começou a se reconstruir ao redor deles. Escadas flutuantes giraram, paredes de pedra surgiram do nada, plataformas se alinharam com rangidos ensurdecedores.

Os dois se prepararam para lutar. Porém, o inimigo simplesmente inclinou o corpo para trás e afundou na tinta negra que o chão havia se tornado, desaparecendo como se nunca tivesse existido.

“Espera!” gritou o protagonista, estendendo a mão.

Tarde demais.

Em um instante, o mundo girou. Eles foram tragados de volta para dentro do labirinto vivo.

“Não pode ser…” murmurou Camellia, quase sem fôlego.

Uma sombra atravessou a parede ao lado deles como um raio. O protagonista mal conseguiu desviar do pulso que veio em sua direção.

“Eu devia estar acostumado com tudo isso…” resmungou ele.

Era o homem de sobretudo. Ele andava devagar, calmo, quase relaxado, como se estivesse passeando. Como se brincasse com presas feridas.

Phew!

Camellia mastigou rápido um pedaço de pedra e cuspiu uma bola de chiclete explosiva diretamente na cabeça dele. A explosão foi violenta, enchendo o corredor de fumaça preta densa.

Quando a fumaça começou a se dissipar, a figura saiu andando lentamente. O sobretudo e o capuz estavam rasgados.

Camellia arregalou os olhos em puro horror.

“R-Reki?!”

Então ele caminhou até ela sem dizer uma palavra, a levantou pelo pescoço com uma única mão.

“V-Você…”

Um soco cortou o ar. Não acertou o alvo, mas fez o falso Reki soltar Camellia. Ela caiu para trás tossindo forte.

“Você… não é ele,” disse o protagonista, a voz carregada de raiva.

“É isso que iremos ver.”

Eles avançaram ao mesmo tempo.

O soco do Reki acertou o estômago do protagonista com força brutal. Ele revidou com um soco direto no rosto. 

Após recuar, olhou lentamente para seu pulso, estava sangrando, vermelho, parece que acabou de se rasgar com o próprio soco, olhou de olho arregalados para a sombra mais sombria que estava e sua frente, cuspiu sangue pelo soco que tomou

O impostor olhou com desgosto.

“Dois sem graças… quem foi que meteu a gente aqui afinal…” esta prestes a ir embora

O protagonista agarrou o braço dele.

“Eu ainda não terminei…”

Sua marca brilhou por um instante. Em poucos segundos, o mesmo punho... em raiva, acertou um soco na cara novamente, desta vez fazendo o Reki se recuar centimetros para trás.

O capuz rasgou completamente. 

Ele tentou cobrir seu rosto, mas já era tarde, pétalas negras caíram.

O rosto por baixo não era o de Reki.

Era o de uma garota de cabelos meio curtos castanhos, com pontas entrelaçadas de fios roxos e vermelhos. Um sorriso sádico se abriu em seu rosto.

“Ora, desgraçado…”

“O que você fez com o Reki…?” rosnou o protagonista.

“Fica de boa~ Eu só consigo me transformar em pessoas ainda vivas~” Ela lambeu o sangue do rosto. 

“O que querem com a gente afinal…?” o protagonista respondeu com raiva.

“A gente~? Patético… Você nem é um deles de verdade,” riu ela. “Deixa eu te contar… eles estão apenas te usando~”

“Chega de papinho já,” cortou uma voz feminina vinda das sombras. “O plano está pronto.”

Corte.

Um campo nevado.

Alguém corria desesperadamente entre árvores secas e pinheiros cobertos de neve. A respiração pesada cortava o ar gelado.

Algo se aproxima para alguém escondido atrás das pedras.

 era Homura.

Derrepente-

Um brilho refletivo apareceu ao longe.

Bang———!

Um tiro cortou o ar frio, Homura consegui ouvir os passos, mas não conseguia fazer nada com o oponente que estava camuflado em seu campo de batalha.

Seu sangue, vermelhos saiu de seu ombro e se misturou com a neve em branco.

Um homem de traje limpo surgiu entre as árvores. Seis asas cristalinas flutuavam atrás dele, feitas de ossos vertebrais. Ele transformou uma delas em uma faca afiada.

Em frente ao Homura, empunhou-o.

“O jogo começa” sussurrou o homem de cabelos loiros refletindo o sol.


A cena voltou para o protagonista.

Agora, duas pessoas estavam à sua frente, ameaçando sua vida.

Lentamente a segunda figura surgiu das sombras, carregando um livro de detalhes e bordas esverdeados.


Ash.


Fim do Volume 2