Chapter 15:
Un-Awakened
As paredes chacoalhavam violentamente enquanto Camellia e Lilith trocavam golpes brutais. O som de metal contra a pedra ecoava pelo labirinto.
“Ela não vai aguentar até isso acabar…” murmurou Ash, observando a luta com frieza.
“Ei…”
O protagonista deu um passo à frente, a voz baixa e carregada.
“Responda minha pergunta…”
Ash permaneceu calada.
“Eu disse ME RESPONDA!” ele gritou, partindo em cima dela.
Lentamente, Ash levantou seu livro. A marca diante das páginas começou a brilhar intensamente. Ela ergueu a caneta.
No instante em que a caneta tocou o papel, seus olhos brilharam com uma luz verde claro, calmo.
“Eles deram o nome para ele de Juniper. Este livro… reescrevo todos os destinos atuais dentro de um raio de 30 metros…”
Ela escreveu por um breve instante.
“E agora… ordeno que não se aproxime.”
Antes que o protagonista conseguisse chegar perto, uma força invisível o atingiu com violência. Ele foi lançado para longe, atravessando várias paredes de pedra como se fossem papel. O impacto foi brutal. Sangue espirrou no ar.
Muito sangue.
Parecia que ela não tinha intenção nenhuma de deixá-lo sair dali vivo.
Dentro de um monte de pilares de pedra despedaçados, o protagonista se levantou lentamente, coberto de poeira, sangue e tinta negra.
Mas a parede à sua frente começou a derreter, voltando ao estado de tinta líquida.
Ele caminhou para frente, lento, muito lento.
Enquanto isso, Ash desviava com facilidade dos ataques de Camellia e das pedras lançadas pelo corte da lança dela. Seus movimentos eram precisos, quase preguiçosos.
O protagonista continuava se aproximando. Lilith tentou atacá-lo, mas ele não recuou. Tankou o soco com apenas um punho. Sua marca brilhou — desta vez, com uma cor roxa estranha.
“O que?” Lilith desviou de um soco lento dele.
“Não me diga…” Ash pareceu entender algo.
Não demorou muito. Tinta negra começou a fluir ao redor do protagonista. O labirinto inteiro começou a despencar.
Camellia continuava atacando Ash sem parar, mas ela desviava de cada golpe com facilidade. Com uma escrita rápida, Ash jogou Camellia em direção ao protagonista. Uma parede de tinta surgiu, segurando Camellia com facilidade.
“Você…” Camellia olhou para a marca com espanto.
“Então é isso? Seu poder, sua marca,” disse Ash.
“Ele está com o poder [dele]!” Lilith notou.
“O seu poder copia o de outras marcas, hum? E pelo visto por contato,” concluiu Ash calmamente.
“Então é melhor vocês se renderem! Mas como ele…?” Camellia estava confusa.
O protagonista deu mais um passo à frente.
“Deixe comigo… eu vou acabar logo com isso…”
Com um gesto, ele começou a remodelar o labirinto ao seu redor.
Assim partiu para cima novamente. Espinhos de tinta surgiram do chão, perfurando até o teto.
Ash continuava desviando. Lilith tentou atacar, mas Camellia a parou com a lança.
“Seu alvo está aqui,” Camellia a provocou.
Clash!
De volta ao protagonista, ele mal conseguia acompanhar o ritmo de Ash. Ela era rápida demais.
“Não vai revidar?” Ash riu da cara dele.
O protagonista permaneceu calado, apenas bloqueando ataques imprevistos com paredes de tinta ou mudando de posição.
“Correr não vai fazer você sair daqui vivo…” falou Ash com calma. “Não vai restar por tanto tempo,” continuou quebrando seus bloqueios, um por um.
“Não somos frágeis assim…” respondeu ele, ainda bloqueando.
“Você não consegue nem atacar.” Ash o jogou contra o chão e pisou sobre seu peito.
“A consequência que pagará de um ‘Glazer’ qualquer como você… é o tempo.”
“Eu…?”
“As marcas são classificadas em três classes: Creator, Molder e Glazer. Cada uma paga seu próprio preço pelo poder… em troca de pedaços de corpo, energia vital e… limite de tempo.”
Não deu outra. Em poucos minutos, a marca do protagonista começou a ficar instável.
A estrutura ao redor começou a desabar lentamente.
“Como eu imaginei… mas não esperava que a torre desabasse tão rápido também… Que pena que estruturas sem ligação humana não conseguem manter uma marca por tanto tempo.”
Ash ergueu o livro para escrever algo, parecendo querer terminar aquilo de uma vez.
“Espera!” uma voz chamou.
“Oh? Conseguiu se escapar…” Ash parou.
Era Reki.
“Aqui não tem mais a ver com seus planos,” afirmou ele.
“Está errado… no entanto irei tolerar…” Ash fechou seu livro. “No entanto não haverá segunda chance.”
Ela se virou.
“Lilith, vamos embora.”
"denovo? foi rápido demais!"
Pelo livro, ela abriu uma porta branca no meio da parede, que sumiu logo depois.
“Estão bem…?” perguntou Reki, que pesar de parecer exausto mentalmente, levantou o protagonista pelos ombros
“É melhor sairmos antes que a estrutura desabe…” disse Camellia, acelerando o passo.
Em pouco tempo, a estrutura não aguentou mais. Começou a desabar em pedras, e lentamente o buraco profundo se tornou ruínas.
Agora na superfície, os veículos de resgate já estavam esperando.
“Como está Homura?” o protagonista perguntou a um dos resgatistas, agora já coberto de bandages diversos pelo corpo
“Gravemente ferido… e por armas de fogo. O senhor Reki também precisará de um descanso.”
Ambos ficaram quietos. Não foi por tristeza, e sim pelo sentimento de que algo muito errado estava acontecendo.
De volta à central.
“Sua marca pelo visto é algo quase de uso único, não é?” Quando entraram pelo portão, o Dr. Magnus estava esperando eles, apenas disse isso sem introdução.
“Futuramente iremos treinar e testar seus limites e dados reais retirados ao vivo… espero que colabore.”
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