Chapter 17:
Un-Awakened
Socos e socos pesados ecoavam sem parar.
Hiwa golpeava o ar, o sono pesado, o pesadelo que não deveria existir.
Sangue espirrava e jorrava por todo lado. Era um trauma que alguém um dia ainda lembrava, mas que hoje estava enterrado nas profundezas de um ninguém.
Empunhaladas e socos severos contra a parede que o espremia, lentamente machucando seu próprio punho.
Transição.
Um último soco parou em um saco de pancada.
Estavam no campo de treino da central. Homura e Camellia observavam, junto de um rosto ainda desconhecido para o protagonista.
“Isso mesmo, você é bom em artes marciais até,” elogiou Pharett.
Apesar do tom de voz, ela tinha um corpo infantil, quase loli. Vestia uma saia simples e uma jaqueta preta, com cabelo curto de um roxo escuro profundo.
Suando forte, o protagonista se sentou no chão, respirando pesado.
“Ela é a Pharett. É gente boa, tirando a aparência…” disse Homura. “Nós vamos tentar te treinar neste tempo de folga que teremos.”
“Agora preciso que mostre sua marca… mas primeiro irei mostrar a minha. Depois do treino iremos para BaraMachi,” continuou Pharett.
“De repente voltar lá?” Homura questionou.
“Suas próximas missões serão lá. Apenas estou seguindo ordens… aliás, alguém vai querer ver nosso novo membro.” Ela dirigiu o olhar para o protagonista.
“Eu?” perguntou ele, já sem tanta confusão.
“Enfim,” Pharett puxou uma lâmina pequena do bolso — um canivete. Uma marca roxa profunda se estampava na superfície do cabo, tatuada sobre a madeira. “Esta é a minha marca, Seele.”
“Seu poder é simples. Eu posso gerar pólens de efeitos diferentes a partir do sopro na lâmina do canivete. A marca foi classificada como Creator.”
“Creator, o que significa?” perguntou o protagonista.
“É difícil de explicar…” Homura começou.
“Creator consegue criar algo do zero ou a partir de alguma condição,” explicou Camellia. “Molder consegue alterar a massa de uma matéria ou algo mais complexo. Glazer consiste em alteração de conceitos ou o resto que não se classifica nem em criar ou moldar. Não somos nós que definimos elas, tem profissionais que analizam isso.”
"a consequênica...?" o protagonista perguntou, curioso após sua última experiência.
"as consequências das marcas que habitam em objetos são quase nulos, se eu não forçar até o limite da arma ela nem romperá. Enfim… precisamos identificar o que você consegue fazer. Copiar, certo?” Pharett estendeu seu canivete. “Concentre e tente ativá-lo.”
O protagonista tentou, aproximou sua mão, mas falhou, algo estava errado. “O que?”
“Parece que não tem motivação suficiente,” concluiu Pharett. “Volte aqui amanhã e tentaremos de novo.”
Ela saiu do campo de treino, deixando apenas os três.
“Não se preocupe, apesar da atitude dela, é uma boa treinadora,” consolou Homura.
“Não… eu estou melhor,” sussurrou o protagonista.
“Ela já treinou o Homura, sabia?” disse Camellia sem pensar muito.
“É…” Homura gaguejou.
“Ela é seu mestre?” perguntou o protagonista, curioso.
“Apesar da altura e aparência, algo que ela não gosta que falem…” Homura parou por um instante. “Ela é mais velha que eu e o Reki.”
Tanto Camellia quanto Hiwa olharam para Homura com estranheza.
Nas neves profundas de outro continente, uma capa escura de general sobrevoava como uma bandeira ao vento. O vento revelava Ash debaixo do capuz.
Ela jogou sua máscara fora enquanto andava sobre a neve. A neve lentamente consumia a visão.
Seu olhar se encaminhava para uma tenda que brilhava à luz de uma fogueira.
“Bravo suficiente para entrar no campo dos Mark Hunters,” disse um deles ao perceber alguém se aproximando, mas ela não respondeu diretamente.
De repente, uma arma foi apontada na cabeça por trás de Ash.
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