Chapter 2:

Capítulo 1: O príncipe tolo...

O Sangue de tolo


× Acho que achei ×
A vinte anos atrás, Himura, o herói escolhido como líder do grupo de heróis. O conceito do corte e o humano mais forte da história, marchou rumo ao reino do rei demônio, vitória atrás de vitória, em busca da cabeça da besta. Porém, ele não retornou, e nem é constado a vitória do mesmo.
× Ah, esse só tem isso... Onde tem o resto... Ah! Achei ×
A igreja consta... A cerca de dez anos, o relato do movimento dos generais do rei demônio voltou a correr pelo mundo.
× Isso está muito incompleto! Ond- ×
Guardas derrubavam-no intensamente no chão... O príncipe pesquisava sobre o passado do herói, talvez pela curiosidade que a falecida mãe colocou sobre ele, o mesmo nunca cessou a vontade intensa de saber sobre o mundo...
× Príncipe herdeiro, Kimura Herlionis ×
A voz do mago da corte, a maior corrupção já escolhida por seu pai. O nobre ria maliciosamente enquanto o pobre príncipe era levado rumo ao salão real... Cada passo era estridente enquanto as correntes prendiam em seu pulso. Não era a primeira vez que aquele nobre tentava sua expulsão...
× Roubo, traição a coroa, e má conduta... ×
O rei dizia enquanto lia a carta que o próprio mago da corte entregava a ele. Uma carta forjada, não era a primeira vez que alguém tentava expulsar um príncipe do reino, porém com a morte da rainha, à cerca de dois meses, o rei estava mais abalado doque qualquer ano auge de sua vida...
(Não importa... Eu sei que vou conseguir mudar o império, era isso que ela sempre quis fazer... Mãe, eu prometo, não importa aonde eu começe, eu irei mu-)
O pensamento de Kimura era interrompido pela voz estridente do rei, um aviso rápido e único.
× Expulsem ele do reino, assim como você propôs Peonorl... ×
O rei dizia sem nem olhar para o filho, a mente nublada pela morte da esposa. Aquilo era uma declaração de sentença de morte... Fora dos portões? Criaturas grotescas rondavam, nem aventureiros da elite tentavam se aventurar muito tempo lá fora...
O olhar de Kimura gelava, seu próprio pai o sentenciaria?
O Kimura olhava para o mago antes de ser retirado do castelo. Ele nem ao menos pestanejava, tantos anos na realeza fizeram ele entender uma coisa. Quando o rei escolhia algo, era impossível voltar atrás. E então, ele descia os degraus que um dia corria tão animado, a população recebia a informação tão cedo quanto a manhã. Ele era vaiado, insultos e ódio eram jogados contra ele enquanto a guarda do reino caminhava levando o príncipe. O mago acompanhava logo atrás com um sorriso pragmático.
- Morra seu maldito! Se fossem algum cidadão, já teria sido condenado a forca!
- Um príncipe inútil! Que sangue de tolo.
- Que você seja devorado ao sair dos portões!
Cada palavra ressoava na alma de Kimura, ele lembrava das palavras da mãe... " Filho, não importa oque fizerem a ti, esses cidadãos serão sua família um dia, você terá que cuidar e reger eles com cuidado... Saiba disso " ele lembrava do sorriso da mãe ao falar sobre o povo. E aqui estava, recebendo o ódio por uma falsa acusação, eles nem ao menos tentaram entender seu lado... E então, ele tropeçava e caia, um dos guardas o chutava enquanto dizia para ele levantar logo. Seu olhar olhava para o portão, seu destino estaria selado após sair dali. Seus dois irmãos estavam esperando lá, seus rostos entregavam que até eles não acreditavam no irmão...
Ao chegar perante os enormes portões do império, após uma longa caminhada, Kimura observava eles se abrirem, a última vez que ele viu foi pouco antes da morte da mãe. E agora seria ele a sair dali, alguns magos se aproximavam dele, diversos selos prendiam a alma dele a barreira, o último mago, Peonorl, colocava o selo de restrição. E Kimura era arremessado para fora dos portões, um som seco de corpo batendo no chão, ao menos lhe entregaram a chave das algemas. Ele observava o fechar de onde um dia foi sua casa. Tentar se aproximar resultaria em morte, selos tão poderosos somente para aquilo, o mago era meticuloso não era...
× Ah, eu gostaria de ao menos entender mais sobre o herói... ×
Então, ao Sul:
× General Hanizebull, os preparativos estão prontos... ×
Um demônio se ajoelhava diante o trono, o primeiro general do pelotão do rei demônio estava sentado, enquanto parecia incomodado com alguma coisa...
× Mande o Felix como capitão do pelotão de ataque, não deve ser ruim ter um dos generais acompanhando os soldados... ×
O demônio se afastava, enquanto Hanizebull parecia irritado, um sentimento de desconforto parecia aumentar... Era como se o mundo tivesse recebido uma súbita mudança, e ele estava sentindo isso... No entanto, tinha alguém no castelo que não estava nem um pouco receioso. Felix, o décimo segundo general do pelotão do rei demônio, inquieto como uma criança enquanto esperava em seus aposentos...
× Tsk Tsk Tsk!!! Quando eles vão marchar! Eu quero logo ver elfos, nunca tive a chance...
Felix fazia um bico, igual a uma criança birrenta...
Boom - Boom - Boom
Kimura respirava ofegante, segurando a respiração enquanto uma quimera, meio leão, meio serpente, pisava a procura dele... Um ser tão monstruoso ali, o príncipe lembrava que foi o primeiro monstro que deu de cara, com dificuldade despistou, mas não teria fôlego para despistar em uma linha reta... Talvez se ele usasse o relevo " Lembre-se filho, guerreiros mais fortes só perdem se o terreno os impedir... Por isso nossos soldados são tão bem preparados " assim que ele corria, o príncipe tropeçava e se levantava quase de imediato, o som estridente da besta destruindo árvores e seguindo atrás dele era assustador... Logo a frente tinha um desfiladeiro que dava a floresta densa do reino, a unica opção seria aquilo, apostar no destino...
Quando ele se aproximava do desfiladeiro, já não se ouvia mais os passos da quimera.
× Hã... Ela não... ×
E de repente, boom, o ambiente mudava, ele aparecia no meio de uma floresta incrivelmente viva, ele nunca viu nada daquele jeito, somente em livros... Ao olhar para trás, ele não via a criatura, ao olhar para frente, nem mesmo o desfiladeiro se encontrava...
× Oque raios é isso! ×
Árvores com troncos tão marrons quanto lama, folhas em tom ciano, algo totalmente diferente, o olhar do príncipe não consegue se afastar daquelas cores vibrantes. Mas de repente uma dor aguda chegava, ele caia de joelhos enquanto apertava a cabeça, a dor era enorme... Ele lembrava do estudo de magia que fazia com o tutor quando era mais novo. Aquilo só podia ser estagnação de mana, ele foi teleportado para algum lugar...
× Ah... Uma magia dessas... Como ×
A dor sumia aos poucos, seus olhos abrindo levemente, as árvores estavam mortas... Folhas brancas, troncos quase amarelados. Finalmente a mana dele se estabilizou após ser teleportado, mas oque era aquela outra visão da floresta que ele teve?
Enquanto caminhava, Kimura parecia preocupado pela falta de animais ali, um clima medonho tomava conta do lugar conforme ele caminha, e logo ele dava de cara... Um ser pequeno, voando e iluminando o arredor com cores vibrantes... Uma fada?
× Fadas... Existem? ×
Seu rosto se iluminava, um pesquisador amaria ver uma criatura daquelas. Ele mal conseguia se segurar para tocar ela, mas antes que sua mão se aproxime, um vulto passa e Vrum, a fada não estava mais ali, somente uma gota de sangue rondava o chão. Ao acompanhar as gotas de sangue, o olhar espantado dele da de cara com um humanóide demoníaco... Um ser enorme, bico, cauda de serpente, e asas? Aquilo era assustador... A respiração de Kimura começa a se prender em sua garganta, a fada sendo esmagada e devorada, partes dela caindo no chão, enquanto o monstro estava sobre uma poça de sangue...
× Isso... Ah... Não pode ser ×
Um monstro tão tenebroso quanto uma quimera? Os passos de Kimura se afastavam pouco a pouco, quando ele pisava em um graveto, era o sinal que ele nunca queria precisar... Ele corria pela floresta, quase tropeçando em raízes... Por sorte, ou talvez por destino? Aquela criatura não se encontrava mais na cola dele. Com a mão sobre o joelho, ele respirava ofegante, uma clareira se encontrava diante dele, seu rosto mal processava o medo anterior, e uma curiosidade acabava de vir... Uma casa antiga construida ao redor de uma árvore morta... Mas o oque mais chamava atenção do príncipe? Tinha sal ao redor da casa, quase como uma proteção... Aquilo parecia infantil demais, quase como contos de trolls, aonde se protegiam com sal...