Chapter 5:

Capítulo 5: Ruínas Brancas

Un-Awakened


A neve caía em véus finos e constantes sobre as ruas de SilverTown, abafando os sons da cidade como um cobertor pesado. Passos variados ecoavam no chão de pedra: botas pesadas de Reki, passos leves e ritmados de Homura, o arrastar desconfiado de Camellia. O protagonista seguia no meio, sentindo o frio morder as orelhas e o peso dos pacotes de uniforme novo contra o peito.Reki parou diante de um portão de madeira antigo, quase escondido entre dois prédios altos de tijolo cinza. Ele girou a maçaneta enferrujada com um rangido lento.“Aqui estamos.”O portão se abriu com relutância, revelando pilares brancos rachados pelo tempo, cobertos de uma fina camada de gelo. O ar lá dentro era mais seco, mais antigo — cheirava a pedra fria, papel velho e poeira.“Aqui é…?” perguntou o protagonista, voz baixa.“Ancient Ruins Museum. Conhecida como ARM,” respondeu Homura.

 “Museu formado por ruínas antigas.”

Eles entraram. O interior era luxuoso de um jeito decadente: carpetes vermelhos desbotados, paredes de madeira ocre polida, lustres de cristal empoeirados que ainda jogavam luz fraca. Corredores longos se estendiam à frente, ladeados por vitrines iluminadas e placas de metal gravadas com textos em letras antigas.

Andaram em silêncio por vários minutos, o som dos passos ecoando como batidas de coração em uma caverna. Até chegarem a uma porta dupla, mais pesada que as outras, com entalhes geométricos que pareciam marcas antigas.Homura e Reki trocaram um olhar rápido — breve, mas carregado. Reki assentiu. Homura empurrou.A porta rangeu ao abrir. Poeira fina desceu como neve interna, flutuando na luz amarelada.Todos pararam na soleira.A sala era menor, mas mais densa. Vitrines de vidro grosso guardavam objetos: fragmentos de armaduras, luvas rachadas, pedaços de metal que pareciam ter sido moldados por mãos que não eram humanas. Na parede do fundo, três quadros grandes, pendurados alto, iluminados por spots frios.“Isto é…?” murmurou o protagonista.Camellia avançou primeiro, parando diante de um dos estandes.“Itens antigos dos fundadores desta cidade… e lendas urbanas.”“Lendas…” Homura completou, voz mais baixa. “Na verdade, são origens locais. Explicações sobre o nascimento das marcas.”Ele levantou um capacete antigo, rachado na lateral, com detalhes que pareciam veias de luz congeladas.“Aqui são equipamentos que os Lamp Bringers do passado usaram.”O protagonista se aproximou das fotos ao lado — não fotos, pinturas. Três figuras distorcidas, quase abstratas. Homens com coroas irregulares, rostos borrados pela idade da tela.“E essas pinturas…?”Antes que alguém respondesse, duas sombras surgiram na porta aberta atrás deles.“São guardiões.”Todos viraram — menos Reki, que continuou olhando para a frente como se já soubesse.O homem que falou primeiro era alto, cabelos brancos longos caindo como cascata de neve suja. Olhos afiados, cinzentos, fixos diretamente no protagonista.“Elias. Prazer em conhecê-lo.”Ele estendeu a mão, mas não para apertar — era um gesto formal, quase cerimonial.“Ele é um de nós,” disse Reki, sem virar o rosto.A garota atrás dele deu um passo à frente. Cabelos curtos prateados, olhos azuis royal frios como o céu de inverno.“Sou Natsu. Somos do mesmo time… pelo menos agora.”Homura cruzou os braços, analisando os dois.“Devem ser do time Vanguards. Nosso setor se divide em vários. Próxima missão eu te explico.” respondeu ao protagonista.Elias apontou para as pinturas.“Essas são de Guardiões antigos desta terra. Carregavam marcas antigas da humanidade…"
"Representavam a luz, a escuridão e o ventania.” Natsu concluiu.
Reki finalmente virou, expressão dura.“Por que estão aqui, afinal?”“Missão do chefe. Como se eu fosse querer me juntar a vocês.” conluiu Elias, desviando o olhar de Reki.“Não parecem ter um bom relacionamento,” murmurou Homura, tentando aliviar.“Enfim,” disse Homura, virando-se para o corredor seguinte. “Temos mais salas para mostrar. Sigam-me.”Eles saíram da sala pesada, voltando ao corredor principal. Pinturas antigas ladeavam as paredes: batalhas contra sombras, cidades brilhantes engolidas por escuridão, figuras aladas caindo do céu. Estátuas de bronze e mármore observavam em silêncio.Eventualmente, passaram por uma estátua diferente das outras.Um pégaso branco, asas semi-abertas, cabeça erguida como se estivesse prestes a decolar. Mas havia algo errado: as asas pareciam rachadas, como se o mármore tivesse sido quebrado e colado às pressas. Uma placa placa vazia.“Hum?” O protagonista parou.Reki não hesitou e continuou andando.“É apenas uma lenda local…”Mas o protagonista continuou encarando. A estátua parecia ter.. algo de diferente.Ele piscou, mas nada.
Voltou ao grupo, mas o peso daquela estátua ficou grudado nele. Como se ela tivesse visto algo nele que nem ele mesmo via ainda.Homura olhou por cima do ombro, sorrindo de leve.“Curioso, hein? Algumas lendas aqui são mais antigas que a própria cidade. Às vezes… elas acordam quando alguém certo aparece.”O protagonista não respondeu. Apenas apertou o pacote de uniforme contra o peito e seguiu em frente.

Chapter 1

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