Chapter 6:

Capítulo 6: Marcas

Un-Awakened


Aqui está o texto reorganizado em parágrafos menores e com quebras naturais para ficar bem mais fácil e confortável de ler (especialmente em celular ou tela pequena), sem alterar nenhuma palavra do conteúdo original:

Os corredores do Museu eram mal iluminados, com lâmpadas antigas que tremiam como se tivessem medo da própria sombra.

O grupo caminhava em silêncio, os passos ecoando no piso de madeira ocre.

De repente, o corredor se abriu para um pátio interno fechado — um quadrado de céu cinzento visível através de uma vidraça alta e embaçada.

No centro, sobre um pedestal simples de pedra, repousava um livro grosso, aberto em uma página dupla.

A luz pálida que descia da vidraça batia exatamente sobre ele, como se o livro tivesse sido colocado ali de propósito.

“O que é isto?” perguntou o protagonista, parando na entrada do pátio.

Reki se aproximou primeiro, tocando a capa empoeirada com cuidado.

“Este é um livro que registra as marcas que já existiram. Uma enciclopédia.”

Ele abriu o tomo com um som seco de papel antigo.

As páginas eram amareladas, bordas irregulares, como se tivessem sido tocadas por mãos demais ao longo de séculos.

Cada folha mostrava desenhos detalhados de marcas — círculos, linhas cruzadas, símbolos que pareciam vivos mesmo no papel.

Ao lado de cada uma, anotações em caligrafia antiga: nomes, datas, poderes observados.

“Aqui registravam todos os poderes das marcas possíveis na época,” complementou Homura, inclinando-se sobre o ombro de Reki.

“Dizem que tinham um padrão no formato da marca. Um padrão que se repetia.”

Elias — o irmão de Natsu — cruzou os braços, voz baixa.

“Assim como a existência dos Creators, Molders e Glazers. A partir da criação, moldagem de matéria e alteração de conceitos.”

Natsu deu de ombros.

“São apenas uma classe. Não precisa levar a sério.”

Apesar da frase casual, o olhar de Reki escureceu por um instante — uma sombra rápida que passou pelos olhos dele como uma nuvem.

Ninguém pareceu notar.

Ele fechou o livro com mais força do que o necessário.

“Vamos. Já vimos o suficiente.”

Eles se organizaram para sair.

O protagonista lançou um último olhar para o livro.

Em uma das páginas abertas, uma marca quase bíblica — dourado, estava desenhada sob a capa de couro empoeirado do livro.

No meio do caminho de volta pela cidade nevada, o comunicador de Homura vibrou.

Ele atendeu, expressão mudando de leve para séria em segundos.

“Recebemos uma missão. Área 85 perto do norte apareceram novos corrptivos de padrões diferentes”

“O que são Corruptivos, afinal?” perguntou o protagonista.

Homura hesitou, olhando para os outros antes de responder.

“É uma coisa nova pra gente também. Dizem que são monstros gerados a partir de energias negativas — raiva, vingança, ganância...

Eles são como… gosma preta viva, ou não. Consomem luz e conseguem contaminar humanos fracos que não têm uma tipagem de corpo especial"...

"Você teve sorte na primeira vez que te achamos.”

Reki, dirigindo novamente, completou sem tirar os olhos da estrada.

Depois de um tempo dirigindo pelo deserto de neve branca — o oposto cruel da areia seca que o protagonista conhecia —, o veículo parou em frente a uma ruína diferente das outras.

Pilares gregos partidos, meio enterrados na neve, formavam um semicírculo ao redor de um buraco negro que parecia sem fundo.

O vento uivava baixo, carregando flocos que dançavam como cinzas.

“Aqui estamos,” disse Reki, desligando o motor.

“Devemos descer?” perguntou Camellia, olhando para o vazio.

“Provável,” respondeu Homura, já checando o equipamento.

Reki começou a enrolar bandagens grossas nos pulsos e mãos, os movimentos precisos e silenciosos.

“Que seja rápido,” murmurou ele.

“Não vai ser.”

Uma voz fria veio de trás deles.

Todos viraram ao mesmo tempo.

Uma garota alta estava parada na borda da ruína, como se tivesse surgido do nada.

Cabelos cinza-escuros cortados retos na altura dos ombros, óculos de armação fina refletindo a luz fraca, terno feminino preto com saia curta e gravata solta.

Postura ereta, expressão vazia.

“Me chamem de Ash.”

“É você.” reconheceu o Reki.

“Você conhece ela?” Homura perguntou, espanto genuíno na voz.

“Foi membro antigo do time de resgate VEIL.”

“Oh? Ainda me lembra,” respondeu Ash, o tom quase divertido.

“Você já foi do time de resgate?” Camellia perguntou, curiosa apesar da tensão.

“Não enche” Reki cortou, voz gelada.

“Reki, seu intratável,” Camellia disse bufando a voz.

Ash ignorou a troca.

“Enfim… devíamos nos preparar para a descida. Parece escuro e devem ter vários Corrup—”

Homura parou no meio da frase.

Todos seguiram o olhar.

Das sombras entre os pilares, formas humanoides começaram a se levantar devagar.

Não eram silhuetas comuns — eram como tinta preta escorrendo para cima, ganhando contornos.

Braços longos demais, cabeças sem rosto, apenas buracos onde olhos deveriam estar.

Eram mais do que o normal. Muito mais.

“Tem mais que o normal…” murmurou a Camellia.

Homura deu um passo à frente, na pose de combate.

“Preparem-se para lutar. Você,” ele apontou para o protagonista, “fique para trás.”

O grupo se posicionou.

Reki apertou as bandagens nos punhos.

Camellia sacou o taco.

O primeiro Corruptivo deu um passo à frente.

A neve ao redor dele ficou cinza e morta.

E o buraco sem fim no centro da ruína pareceu… responder a propósta...

Continua no Capítulo 7